Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Giveaway Soulless - Resultados


Antes de mais há que agradecer todas as participações neste primeiro Giveaway da Clockwork Portugal. Chegámos bem pertinho das 30 entradas e devo dizer que quase todos acertaram na resposta...

 

Ontem foi dia de sorteio e o feliz contemplado foi a Maria, que entretanto já foi contactada por email e está ansiosamente à espera do Soulless da Gail Carriger.

Fiquem atentos que não tarda teremos mais surpresas!

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Projectos Steampunk em Crowdfunding


O crowdfunding, para quem ainda não ouviu falar, é uma forma de cooperação entre diversas pessoas que contribuem para que um projecto seja levado a cabo, geralmente por autores ou organizadores independentes, que de outro modo não teriam recursos para efectivar o seu projecto. Em troca, para além da satisfação pessoal por ter sido em parte responsável pelo projecto tornado realidade, as pessoas que doam recursos financeiros recebem recompensas, que podem ser dos mais variados tipos, conforme a doação que fizeram.

Existem diversos serviços online que permitem organizar o crowdfunding. Os mais conhecidos, a nível internacional, são o Kickstarter e o Indiegogo. Em Portugal, temos o MassiveMov e o PPL.

Periodicamente, iremos partilhar projectos dentro da temática do Steampunk (ou apenas inspirados por ela). Aqui estão os primeiros.




Kate Milford, a autora do livro The Boneshaker (não confundir com o livro Boneshaker, da Cherie Priest) está prestes a publicar o seu segundo livro, intitulado The Broken Lands. Como projecto paralelo, pretende editar uma novela intitulada The Kairos Machine, para fazer a ponte entre os dois volumes. O primeiro livro é descrito como uma aventura para crianças que combina elementos de Steampunk (nomeadamente autómatos e o fascínio pela tecnologia antiga) com mistério, suspense e magia.

As recompensas incluem cópias autografadas dos livros da autora, posters e ephemera. Para ver aqui.




Jordan Stratford, mais conhecido por Airship Ambassador, pretende publicar uma série de livros que contam a história reimaginada de Ada Lovelace e Mary Shelley em crianças, numa Londres em plena era do vapor, com dirigíveis, balões de ar quente e engenhos mecânicos. Dirigidos para um público dos 8 aos 12 anos, os livros irão seguir as aventuras das jovens Ada e Mary, que decidem abrir um agência de detectives e que se irão deparar com diversas personagens históricas da época.

Este projecto tem sido extensivamente apoiado e as recompensas, neste momento, incluem cópias dos livros do autor, t-shirts, ilustrações e pins. Para ver aqui.




Organizado pela loja Clockwork Couture, este projecto engloba a criação de um centro cultural que terá uma galeria de arte (completa com um zeppelin de cinco metros a "entrar" pelo tecto), uma sala de workshops, uma sala de jogos, e um centro de adopção de animais. Ah, e uma Tardis em tamanho real na entrada (aqui no Clockwork Portugal, somos também grandes fãs de Doctor Who!).

As recompensas incluem visitas guiadas (virtuais ou reais) ao espaço, posters, e objectos da loja. Para ver aqui.

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Steampunk II - Tarja Editorial

Os representantes do Steampunk fora do circuito anglo-saxónico estão em franco crescimento, e é especialmente gratificante assistir ao aparecimento de novas obras em Português.




Em 2009, a brasileira Tarja Editorial (que editou também a Antologia de Contos de Ficção Científica do Fantasporto 2012, com coordenação de Rogério Ribeiro) lançou o livro Steampunk - Histórias de um Passado Extraordinário, um projecto pioneiro que mereceu uma menção elogiosa da parte de Jeff Vandermeer, na sua Steampunk Bible. Agora, a editora prepara-se para lançar um segundo volume, coordenado mais uma vez por Gian Paolo Celli, que participou também como escritor no primeiro volume.


Um projecto a seguir com atenção e, quem sabe, um exemplo a seguir em Portugal.


Fonte: Conselho Steampunk

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Giveaway - Soulless, de Gail Carriger

Para celebrar o nascimento da Comunidade Clockwork Portugal, e porque queremos divulgar o Steampunk ao mesmo tempo que espalhamos boa-vontade, lançamos hoje o primeiro giveaway de muitos!

A obra Steampunk que vamos oferecer é o livro Soulless, de Gail Carriger.


Sinopse:
A editora de "Soulless" descreve o livro de estreia de Gail Carriger como "uma comédia de costumes passada numa Londres vitoriana, repleta de lobisomens, vampiros, dirigíveis e muito chá." No centro do Pretectorado da Sombrinha de "Soulless" encontra-se a jovem Miss Alexia Tarabotti, que além de lhe faltar um noivo, sofre também da fatídica falta de alma. E os seus problemas não ficam por aí: quando ela acidentalmente mata um vampiro, dá início a uma série de acontecimentos que não conseguirá resolver sozinha... aí entra em acção o charmoso Lord Connal Maccon.

Para se habilitarem a ganhar este livro, basta que preencham o seguinte formulário com nome (não precisa de ser completo), email, e a vossa resposta. O vencedor será escolhido através do site random.org e contactado por email, por isso muita atenção ao preencher o campo do email no formulário, pois é a única forma de contacto que teremos convosco!

Este passatempo está fechado, obrigada a todos os participantes!

Podem participar no passatempo até 25 de Abril (inclusivé). O vencedor será notificado por email e posteriormente anunciado aqui no Clockwork Portugal.

Boa Sorte!


Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Steampunk Bible, de Jeff Vandermeer


Autores: Jeff Vandermeer, S.J. Chambers
Editora: Abrams Image
Data de Publicação: 1 Maio 2011 (USA)

O Steampunk é um subgénero ou estética que reimagina a época Vitoriana de uma maneira retro-futurista, explorando o passado enquanto reflecte acerca do presente e futuro. Pode ser não só um tipo de literatura, música e moda, mas também um modo de vida. A maioria das pessoas já terá visto elementos Steampunk algures: em livros, filmes de Hollywood, ou pessoas que se vestem com um estilo que mistura elementos vitorianos do século XIX (corpetes, goggles ou relógios de bolso) com a mentalidade do-it-yourself do punk.


Apoiando-se na estética visual única do Steampunk, com belíssimas fotografias e ilustrações (a começar pela capa), este livro, recentemente nomeado para um prémio Hugo, tem estilo e substância. Para além dos textos do seu autor, Jeff Vandermeer, apresenta ainda contribuições de alguns dos membros mais activos da comunidade Steampunk internacional, desde escritores, a designers de moda, aos chamados tinkerers (os apaixonados por descobrir como as coisas funcionam e dar uma nova vida a máquinas antigas, ou adaptar tecnologias contemporâneas ao que era possível ser feito no séc. XIX).

O Steampunk é muito mais do que corpetes e objectos com engrenagens coladas. É uma reflexão acerca da tecnologia e o impacto que ela tem no mundo e na humanidade, é uma forma de juntar escapismo a uma consciência política e social, é uma reacção contra o mundo consumista de hoje em dia, no qual a maioria dos objectos que nos rodeiam são produzidos em massa, feitos para durarem uma média de dois anos, e impossíveis de reparar por nós próprios quando avariam.


Os primeiros capítulos são dedicados às origens literárias do Steampunk e aos primeiros autores a criarem obras dentro do estilo, e o livro segue uma perspectiva histórica até aos romances e bandas desenhadas recentemente publicados. Tem também capítulos dedicados à moda, ao lado artesanal do Steampunk, filmes, séries de televisão e eventos à volta do mundo. Inclui ainda um tutorial acerca de como fazer gravuras em latas de estanho.
Resumindo, há um pouco de tudo neste livro, em jeito de homenagem ao Steampunk. Para aqueles que não são ainda fãs, este livro irá certamente convertê-los. Gostaria de ter visto uma exploração maior de cada obra mencionada, de modo a fazer jus à sua auto-designação de “bíblia”, mas como guia ilustrado, não se pode pedir mais.

Classificação:

Steampunkness:

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Sapphique, de Catherine Fisher

Autora: Catherine Fisher
Editora: Hodder Children's Books
Data de Publicação: 18 Setembro 2008 (UK)
Sinopse:
Finn escapou da terrível prisão Incarceron, mas a sua memória ainda o aterroriza, porque o seu "irmão" Keiro ainda se encontra no interior. Claudia, insiste que Finn é o herdeiro ao trono, mas ele não sabe sequer quem é. Será mesmo o príncipe Giles? Ou as memórias que o assaltam, são apenas construções do tempo em que esteve encarcerado? E como é que Finn pode ser livre se os seus amigos se encontram ainda presos? Podemos saborear a liberdade num mundo congelado no tempo?


No interior da prisão Incarceron, o feiticeiro louco Rix encontrou a luva de Sapphique, o único homem que a Prisão alguma vez amou. Sapphique, cuja existência fez com que Incarceron desejasse fugir à sua própria natureza... Se Keiro conseguir roubar a Luva, será que o seu mundo se irá desintegrar? Dentro. Fora. Todos desejam liberdade... como Sapphique.

Comentário:
Sapphique é a continuação das aventuras de Finn, Claudia e companhia que conhecemos em Incarceron. Agora Finn que escapou da prisão, juntamente com Claudia, tem que se habituar a um novo mundo e apesar de estar rodeado de liberdade e luxo é demasiado parecido com o mundo decadente e subversivo de Incarceron.


Catherine Fisher é uma mestre na arte da crítica de costumes e modas. Usando um mundo distópico e que à primeira vista nada tem que ver com qualquer país do mundo, à medida que mergulhámos no mundo de Sappique vamo-nos lentamente apercebendo dos pararelismos entre o mundo dentro e fora de Incarceron, e o mundo criado por Fisher e o "nosso". Todos existem assentes em ilusões de perfeição, juventude e moralidades ocas...
Os personagens que conhecemos em Incarceron, voltam mais maduros e tridimensionais (aprendem que por vezes o melhor é mesmo para para pensar e maquinar antes de agir, pois é isso que os seus adversários fazem. E conflitos não se resolvem apenas jogando limpo.)
Adorei a evolução do personagem do tutor de Claudia, Jared. Adorei ver um personagem secundário florescer e tomar o seu lugar ao lado de Finn e da sua pupila.
A história deste livro, gravita em torno da lenda de Sapphique - o único prisioneiro da prisão Incarceron a escapar - e na viagem de todos os personagens (dentro e fora da prisão) em busca dele. Assistimos a umas quantas reviravoltas que ainda hoje, meses passados desde terminar a leitura, me fazem refletir no génio imaginativo de Catherine Fisher...
Classificação:

Steampunkness:
Comentário originalmente publicado no blog Cantos Quebrados.

Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Steampunk III - Steampunk Revolution


Depois do sucesso alcançado com Steampunk e Steampunk II, Ann Vandermeer divulgou a capa e a lista de contos e autores que farão parte da antologia Steampunk III - Steampunk Revolution. Uma vez mais a publicação fica a cargo da Tachyon Publications e tem lançamento previsto para meados de 2012.

2012 parece ser um ano de viragem para o Steampunk e segundo Ann Vandermeer:

"We’re rebooting the steam-driven past in order to start the revolution now."
—Ann VanderMeer

Steampunk Revolution conta com a participação de alguns nomes bem conhecidos dos fãs da estética: Garth Nix (autor da saga Abhorsen), Cherie Priest (autora de Boneshaker) e Jeff Vandermeer (autor da Steampunk Bible).

Lista dos contos:

Ficção
“Smoke City” by Christopher Barzak
“On Wooden Wings” by Paolo Chikiamco
“To Follow the Waves” by Amal El-Mohtar
“The Seventh Expression of the Robot General” by Jeffrey Ford
“Sir Ranulph Wykeham-Rackham” by Lev Grossman
“Beside Calais” by Samantha Henderson
“Ascencion” by Leow Hui Min Annabeth
“The Effluent Engine” by N.K. Jemison
“Goggles (c.1910)” by Caitlin R. Kiernan (original)
“The Heart is the Matter” by Malissa Kent (original)
“Urban Drift” by Andrew Knighton
“Arbeitskraft” by Nick Mamatas
“An Exhortation to Young Writers” by David Erik Nelson, Morgan Johnson, and Fritz Swanson
“Peace in Our Time” by Garth Nix
“Possession” by Ben Peek
“Clockroach” by Cherie Priest (new expanded version)
“Salvage” by Margaret Ronald
“Nowhere Fast” by Christopher Rowe
“A Handful of Rice” by Vandana Singh (original novelette)
“White Fungus” by Bruce Sterling
“Beatrice” by Karin Tidbeck (first time in English)
“Abraham Stoker’s Journal” by Lavie Tidhar
“Mother is a Machine” by Catherynne M. Valente
“Study, for Solo Piano” by Genevieve Valentine
“Fixing Hanover” by Jeff VanderMeer
“Harry and Marlowe and the Talisman of the Cult of Egil” by Carrie Vaughn
“Captain Bells & the Sovereign State of Discordia” by J.Y. Yang

Não Ficção
“Towards a Steampunk Without Steam” by Amal El-Mohtar (new expanded version)
“From Airships of Imagination to Feet on the Ground” by Jaymee Goh (original)
“Steampunk Shapes Our Future” by Margaret Killjoy (original)
“The (R)Evolution of Steampunk” by Austin Sirkin (original)


Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Tai Chi 0 - Trailer


Quem disse que steampunk era apenas um fenómeno ocidental? 

Apresento-vos Tai Chi 0, um filme chinês de Stephen Fung onde wuxia meets steampunk.

Tai Chi 0 será o primeiro de uma trilogia orientada pelos irmãos Huayi (que foram os cérebros por detrás de Kung-Fu Hustle). Poucos pormenores se sabem do filme, mas a sua estreia está programada para 2013, por isso ainda temos muito tempo para aguardar por mais novidades... Depois de ver o trailer, fiquei com a ideia que a indústria cinematográfica do outro lado do mundo ainda é capaz de me deixar de boca aberta - vejam o trailer e convido-vos a discordarem de mim :)

Uma criança com uma estranha protuberância na cabeça, começa uma longa viagem para aprender a arte do Tai Chi e após muito treino consegue atingir o nível de mestre. Aí terá de enfrentar um exército de invasores steampunk e proteger os aldeões.


Fonte: Quiet Earth

Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Changeless Manga - Capa Revelada


Tadah! Ontem ao final do dia a autora da série The Parasol Protectorate, Gail Carriger, divulgou no seu Livejournal, a capa do segundo volume da manga inspirada nos seus livros. Tem data prevista de lançamento mesmo no final do ano, que segundo a autora esta data está sujeita a ser alterada.

Devo dizer que acho o trabalho artístico muito bom, sendo um complemento excelente e inperdível para quem quer conhecer melhor o mundo de Alexia Tarabotti. 

Para já, nós fãs temos o quinto e último livro da saga para apreciar, Timeless e o primeiro volume da manga, Souless...


Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

Incarceron em Português


Parece que as nossas preces foram ouvidas e a Porto Editora editou a obra-prima de Catherine Fisher, Incarceron! Devo dizer que a capa está lindíssima e imensamente steampunk...

Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas.

Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar.

Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.

Incarceron é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre Incarceron. Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas Incarceron vigia-os - e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.

Para ler o nosso comentário à edição inglesa --> Link

Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

Last Exile


Ano de Estreia: 2003
País de Origem: Japão
Estúdio: Gonzo
Director: Chigira Kouichi
Nº Episódios: 26 (13 + 13)

Sinopse:
Claus Valca e Lavie Head são correios aéreos, os dois voam no avião classe vanship deixada a Claus pelo pai. O sonho de Claus e Lavie é um dia completar a viagem começada pelos seus pais, com consequências trágicas - atravessar o Grand Stream.

Um dia, Claus e Lavie recolhem uma rapariga misteriosa chamada Alvis Hamilton dos braços dos braços de um piloto moribundo, e uma mensagem com a prioridade de 7 estrelas. Alvis tem de ser entregue na nave de batalha, Silvana.

Alvis, Claus e Lavie são atirados para o meio da guerra que ameaça destruir o mundo que conhecem...

Comentário:

Este anime foi dos primeiros contactos que tive com a estética steampunk e recentemente decidi revê-lo.



Adorei o trabalho conceptual por trás de todas as máquinas voadoras, notou-se genuína pesquisa e carinho pelas naves, dirigíveis e vanships que vemos cruzar o céu de Prester, o mundo de Last Exile.

Tenho por isso, um carinho especial por Last Exile, apesar de ser um clássico exemplo de uma história interessante ser concretizada de forma menos competente. Um exemplo de como por vezes a tentativa de estender uma história para além daquilo que foi inicialmente previsto, é a pior condenação de um projecto que tinha tudo para ser memorável.

Duas falhas importantes assombram os movimentados céus azuis de Last Exile: primeiro a nível da animação, e depois a nível da construção de personagens. Na minha opinião, estes dois factores contribuíram grandemente para que apesar de ser um anime que ainda hoje me faz ouvir a banda sonora ou olhar para o céu em busca de uma vanship, me deixa um tanto desapontada com o resultado final dos Estúdios Gonzo ( estúdio responsável por muitos animes memoráveis, como Samurai 7 (também dentro da estética steampunk) e Chrono Crusade).

Quanto à animação, e conhecendo outros trabalho dos Estúdios Gonzo, muito ficou por fazer e refinar (muitas cenas são repetidas e por vezes nota-se mesmo uma tentativa de economia quanto à animação - reutilização de imagens estáticas e durante algumas cenas tentar não animar os personagens, as naves, a maquinaria). Sinceramente, não percebi muito o porquê de um claro investimento na pesquisa e no desenvolvimento das naves e máquinas, na tecnologia diferenciada para os três lados da guerra em Prester - tive acesso ao Artbook de Last Exile e encontrei planos bastante detalhados da estrutura das máquinas voadoras e da forma como as unidades da Guild são integradas para pilotar as naves - para depois ter uma tão fraca concretização.

Uma das coisas que valorizo bastante em qualquer história, é o desenvolvimento dos personagens, a forma como estes evoluem ao longo da sua "viagem" e a sua capacidade de criarem empatia com quem está a acompanhar as suas aventuras.


Em Last Exile a construção de personagens foi bastante negligenciada, podemos inclusive presenciar mudanças de comportamento ao longo da história (isto acontecia de cada vez que a história sofria alguma alteração, por parte dos argumentistas para prolongar a série ou introduzir alguma história paralela que pensassem ser um acrescento válido à já complicada história base de Last Exile).

Mas todos os personagens são unidimensionais e desisteressantes? Não, longe disso. A interacção de Claus e Lavie é muito interessante e muitas vezes é o botão de descompressão em muitas situações limite, mas por exemplo quando Claus se encontra sozinho em missão ou longe de Lavie, perde todo o interesse e qualquer dimensão ou capacidade de empatia.

O personagem que acho mais interessante e que tinha todo o potencial de captar toda a atenção é Dio, um rapaz da Guild que apesar de todas as atitudes um tanto ao quanto infantis (por exemplo as alcunhas que dá a todos, a forma demasiado infantil com que fala e reage ao que se passa à sua volta), tem uma história muito conturbada da qual temos acesso apenas em pequenos flashes (senhores da Gonzo, explorar a história do Dio e do Luciora é que era... agora aquela exploração da flor de oliveira... meh).


Last Exile, não é um anime perfeito, mas não deixa de ser uma história interessante a seguir, nem que seja pelas máquinas voadoras, pela tecnologia e pela Banda Sonora da autoria dos Cloud Age Symphony.

Uma nota: Todos os episódios de Last Exile receberam como títulos nomes de jogadas de
Xadrez.


Classificação:
Steampunkness: