Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Steamcast, Webseries do Conselho Steampunk


O Conselho Steampunk, composto por vários lojas espalhadas pelo Brasil, produz também uma webseries em português, o Steamcast. Partilhamos aqui o primeiro episódio, apresentado por Bruno Accioly, que fala um pouco da definição e de algumas obras steampunk, e inclui uma entrevista com o norte-americano Kevin Mowrer, autor da obra Frahnknshtyne, inspirada pelo Frankenstein de Mary Shelley. Podem encontrar mais informações, incluindo concept art, no website do autor.

Iremos partilhar regularmente outros projectos em vídeo e podcasts dedicados ao Steampunk (em português e não só). Que outros projectos deste género conhecem?

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Giveaway - A Verdadeira Invasão dos Marcianos

Para celebrar a estreia dos "Diários Steampunk", a Clockwork Portugal, em conjunto com a Editorial Presença, tem 2 exemplares para sortear do livro de João Barreiros, A Verdadeira Invasão dos Marcianos.

 

Estamos em 1902, cinco anos depois da Invasão Marciana, que quase destruiu por completo o nosso planeta. Para responder ao assalto, a Europa, Rússia e Estados Unidos esqueceram as divergências ideológicas, étnicas e económicas, e formaram o mais gigantesco complexo militar-industrial da história da humanidade. Missão: ocuparem Marte e mostrarem aos marcianos sobreviventes quanto custa atacar traiçoeiramente a espécie humana. Num dos assaltos, os jornalistas Jules Verne e H. G. Wells, pacifistas por natureza, sonhadores de uma utopia não sabem o que fazer. Ainda por cima naufragaram no hemisfério sul do planeta a milhares de quilómetros do local de poiso do exército terrestre. As perguntas parecem não ter resposta: Que criaturas são essas, os Priiiiik, espécie de avestruzes inteligentes que parecem ter sido escravizadas pelos polvos? Verne e Wells vão tentar em vão resolver o mistério. Infelizmente a resposta só virá cento e cinquenta anos mais tarde. Misto dos géneros ciberpunk e steampunk, este livro revela uma nova faceta de João Barreiros no seu humor mais negro.

Este passatempo encontra-se fechado, obrigada a todos os que participaram!

Para se habilitarem a ganhar um dos exemplares deste livro, basta que preencham o seguinte formulário com nome (não precisa de ser completo), email, e as vossas respostas. Os vencedores serão escolhidos através do site random.org e contactados por email. Como sempre, muita atenção ao preencher o campo do email no formulário, pois é a única forma de contacto que teremos convosco!

Podem participar no passatempo até 3 de Junho (inclusivé). O vencedor será notificado por email e posteriormente anunciado aqui no Clockwork Portugal.

Boa Sorte!

Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Diários Steampunk


Hoje podemos finalmente revelar o projecto em que estivemos a trabalhar nas últimas semanas: uma nova webseries, os Diários Steampunk!

Nós escrevemos regularmente novos conteúdos para a nossa página, como notícias, comentários a livros, filmes, bandas desenhadas e séries de animação, mas queríamos levar essas discussões mais longe e envolver outros membros da comunidade portuguesa. E assim surgiu a ideia de criar uma webseries, em português, acerca do steampunk.

Em complemento com o site da comunidade, Twitter, Facebook e Tumblr, esta webseries irá explorar o conceito steampunk e teremos conversas acerca de obras específicas, bem como projectos do-it-yourself ligados à temática steampunk.

Hoje abrimos também o nosso fórum oficial de discussão do Goodreads. Pretendemos que seja um ponto de encontro para os fãs portugueses de Steampunk conversarem acerca de obras e outros assuntos de interesse, bem como interagirem connosco e darem uma opinião sobre a série.

Neste primeiro episódio, falamos um pouco acerca da definição de Steampunk e dos elementos que podem ser encontrados nas obras deste género de ficção especulativa. Em episódios posteriores, iremos revisitar esta discussão com convidados.

O próximo episódio será uma discussão acerca do livro “The Iron Duke”, de Meljean Brook, e contará com a participação de convidados especiais.

Aproveitamos para agradecer à banda OZ Projekt por nos deixarem usar uma das suas músicas no genérico. Podem saber mais sobre eles aqui.

Esperamos que gostem deste novo projecto! Somos estreantes nestas andanças, pelo que todas as críticas construtivas são bem-vindas. Deixem-nos comentários, perguntas, sugestões, escritos ou em vídeo.

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Projectos Steampunk em Crowdfunding - Parte II

Estamos de volta com mais uma partilha de projectos internacionais de Steampunk para os quais podem contribuir. Se não viram o nosso primeiro post, onde falamos um pouco sobre o crowdfunding e partilhamos outros projectos (que estão já praticamente financiados), podem encontrá-lo aqui.



Criado pelo ilustrador Rick Hershey, este é um projecto para criar um jogo de mesa e de cartas cuja acção se passa na ilha de Rosuto-Shima, um lugar que combina diversas culturas  e mitologias do Este da Ásia com a tecnologia da era vitoriana. Situado na fronteira entre ficção científica e fantasia, este é um mundo que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos oito anos, com contribuições de diversos autores e ilustradores, mas que está agora pronto para ser lançado, com o apoio dos fãs.

As recompensas incluem cópias dos livros de regras, da história e o bestiary em PDF ou livro impresso, edições limitadas de ilustrações, e a oportunidade de criar um NPC para o jogo. Para seguir aqui.




Desenvolvido pela equipa da Wicked North Games, Westward é um roleplaying game no qual a Humanidade fugiu da Terra há séculos atrás, tendo povoado um novo planeta a que deram o nome de Westward. Embora os colonos tivessem à sua disposição tecnologia avançado, cedo foram forçados a reverter o seu estilo de vida para o adaptar às condições do seu novo lar, tornando-se dependentes do vapor e de novas maneiras de utilizar a água na tecnologia.

As recompensas incluem, tal como no Steampunk Musha, cópias digitais e impressas dos livros de regras, edições limitadas de ilustrações e mapas, bem como uma edição limitada de dados inspirados pela estética steampunk. Para ver aqui.




Tal como os outros projectos, este tem a finalidade de construir um jogo cuja acção se passa numa sociedade com inspiração steampunk (parece ser a temática inadvertida deste post). Spate é inspirado na simplicidade e jogabilidade dos primeiros jogos de plataformas, com a adição de um ambiente cinemático visualmente complexo.

As recompensas incluem wallpapers exclusivos, cópias do jogo, t-shirts e a oportunidade de criar um NPC ou vilão inspirado nos apoiantes. Para ver aqui.

Terça-feira, 8 de Maio de 2012

Catherine Fisher em Portugal


A propósito da recente publicação de Incarceron em Portugal, pela Porto Editora, a autora de Incarceron e Sapphique estará na Feira do Livro de Lisboa no próximo fim-de-semana (dias 12 e 13 de Maio), pelas 15h para duas sessões de autógrafos.


Catherine Fisher, nascida em 1957, desde meados dos anos 80 que escreve fantasia infanto-juvenil. Os seus livros já foram traduzidos em 18 línguas, e já lhe valeram diversos prémios e uma nomeação para o prestigiado Whitbread Children’s Book Award em 2003. Depois de ter sido professora e arqueóloga, Catherine dedica-se agora à escrita a tempo inteiro e vive em Newport, no País de Gales.

Página Oficial da Autora --> Link

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Aquisições

E como nem só de comentários e notícias vive o apreciador de steampunk, hoje damos início a uma nova rubrica, onde iremos partilhar as aquisições e achados de cada um mês, e que podem incluir acessórios, livros, Dvd's, entre outros, bem como o local onde os poderão encontrar. Se souberem de criações, lojas ou achados steampunk (ou com inspiração steampunk) gostaríamos de ouvir as vossas sugestões!


Anel da KoollooK --> Adquirido na loja Águas Furtadas no Centro Comercial Miguel Bombarda, no Porto.


Almanaques Bertrand de 1902, 1925 e 1930 --> Feira do Livro de Lisboa - Alfarrabistas e Alfarrabista de Óbidos (através do Leilões.net)


O Almanach Bertrand foi um almanaque editado pela Livraria Bertrand. O Almanach Bertrand, de tiragem anual, foi publicado de 1899 até 1969 e continha um calendário, artigos sobre diversos temas, poemas, provérbios, anedotas, caricaturas, adivinhas e problemas de lógica. No ano passado, a Bertrand decidiu recuperar a tradição do seu almanaque ao fim de cerca de quarenta anos de interregno...

Skies of Fire, de Zoe Archer --> GoodReads


Uma primeira aposta da Avon Books no conceito Steampunk.

O Capitão Christopher Redmond tem uma fraqueza: uma misteriosa espia que o amou e abandonou... quando ele era ainda apenas um homem. Agora como parte do avançadíssimo Programa de Armamento da Marinha Britânica, Man O'War,  Christopher é mais que um homem e é agora o responsável por proteger os céus de uma Europa em convulsão...


Timeless, de Gail Carriger --> GoodReads


E este ano acaba a saga do Parasol Protectorate, o quinto livro Timeless também já está nas nossas estantes ;)

Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

The Iron Duke, de Meljean Brook



Autora: Meljean Brook
Editora: Berkley Trade
Data de Publicação: 5 Outubro 2010 (USA)

Imaginem um mundo no qual o Império Mongol e as suas tribos nunca enfraqueceram, em vez disso formando uma força formidável que desenvolveu a sua cultura e tecnologia de um modo acelerado, rapidamente ultrapassando o que era possível encontrar na Europa. Imaginem que essa força, com sede em Xanadu, tinha conseguido concluir com sucesso a conquista da Europa. Por fim, imaginem que a tecnologia que eles tinham criado incluía manipulação genética e nanoagentes destinados a seres humanos, espalhados através da comida e bebida, que uma vez activados, permitiam controlar as emoções e as acções da população.

Foi este o destino da Europa da série Iron Seas, com nações inteiras caindo uma a uma e translocando-se para as Américas, onde construíram uma Nova Europa (e sim, temos referências à Lusitânia desde o início do livro). A Grã-Bretanha resistiu mais tempo, devido à barreira natural de água que, por alguma razão, a tecnologia da chamada Horde não conseguia ultrapassar. Mas o povo inglês cometeu o erro de tentar manter a paz com os invasores e estabelecer trocas de comércio de chá e açúcar, que se tornaram a porta de entrada para os nanoagentes. A ilha foi invadida, e durante quase dois séculos a família real e as classes mais altas foram dominadas, e as classes mais baixas escravizadas, forçadas a modificar os seus corpos de modo a torná-los mais aptos para o trabalho, substituindo membros por brocas, martelos e serras. As emoções eram também controladas, bem como a reprodução, que só ocorria quando a Horde activava os chamados frenzies, forçando as pessoas a acasalar de modo indiscriminado.

Fruto de um desses frenzies, temos a personagem principal, Mina. Embora a Grã-Bretanha da série apresente regras morais e sociais bem mais relaxadas que o seu equivalente da época, ou mesmo que as encontradas na América, ainda existem certos preconceitos contra mulheres, especialmente as que tentam ser independentes e ter uma carreira (Mina é investigadora da polícia). A situação torna-se pior porque Mina nasceu da união da sua mãe, uma aristocrata inglesa, com um dos invasores, potenciada pelos já mencionados frenzies. Quando a história começa, a Grã-Bretanha está livre da influência da Horde há 9 anos, tempo insuficiente para esquecerem ou perdoarem os horrores sofridos às mãos dos invasores, pelo que alguém cuja aparência denuncie a sua ascendência mongol sofre de profundo preconceito e maus-tratos. A destruição da torre que controlava os nanoagentes, a recuperação e reconstrução do território, e o regresso dos exilados contribuíram para o melhoramento das condições de vida, mas a Londres deste livro é ainda uma cidade em convulsão, centro de violência e decadência social. A poluição é tal que a única maneira de sobreviver é sendo infectado com nanoagentes, pois para além de servirem para controlar a população, serviam também para os manter vivos, combatendo as doenças e permitindo obter uma resistência física inalcançável para um humano comum.

Não é explicado o método exacto pelo qual os nanoagentes funcionam, embora as reacções descritas façam lembrar uma mistura de um super sistema imunológico com fármacos poderosos, tudo aparentemente controlado por frequências de rádio emitidas pelas várias torres construídas pela Horde no território invadido. A tecnologia e o próprio mundo construído pela autora são, sem dúvida, a parte mais interessante do livro, ultrapassando em muito o já esperado romance que se forma entre as duas personagens principais, em si pouco surpreendente.

Para além de Mina, temos como personagem principal o Iron Duke, Rhys, ex-pirata tornado herói aquando da destruição, às suas mãos, da torre Horde que controlava a cidade de Londres, potenciando a libertação do país. Rhys é o típico macho alfa, habituado a ter tudo o que quer, que se decide a possuir Mina desde o primeiro momento em que a vê. Para alguém pouco habituado a este género de romances, as reacções e acontecimentos parecem exagerados e algo cómicos, com as personagens a terem dificuldade em controlar os seus impulsos logo após se terem conhecido. Há também o desconforto de ler sobre uma personagem masculina francamente detestável, cujas acções são calculadas ao pormenor no sentido de manipular Mina a aceitá-lo e amá-lo. A título de exemplo, a certa altura do livro, Rhys decide manipular os acontecimentos de modo a poder afastar Mina de Londres, da sua família e dos seus amigos, porque apercebe-se que ela tem uma ligação muito forte com todos eles e decide que não há espaço para ele na vida dela a não ser que a afaste das pessoas lhe são queridas. Ainda que no último terço do livro Rhys tenha moderado as suas acções, continua a ser um mistério que seja considerado tão atraente.

Numa nota mais subjectiva, confesso que durante grande parte do livro desejei que se despachassem com o romance para poder voltar à história. O mundo criado por Meljean Brook é complexo e cheio de potencial, especialmente no que toca aos nanoagentes e os efeitos que estes tiveram não só na população humana, mas também no resto do mundo natural. Animais terrestres e marinhos foram alterados com fins militares, e um tipo falhado de nanoagentes transformou a população europeia que não conseguiu escapar em zombies, que ao contrários dos restantes humanos, não mantém a sua identidade e consciência enquanto estão a ser controlados.

Em suma, este livro é muito mais do que um simples romance. Para quem está de pé atrás devido ao senhor de tronco nu e cabeça cortada na capa, não se deixem enganar. É produto do marketing que é sempre criado à volta destes livros. O romance, embora por vezes exagerado, é credível e serve a história, e não o contrário. Recomendado.


Classificação:

Steampunkness:



Podem visitar a página pessoal da autora aqui.