Quarta-feira, 27 de Junho de 2012

Entrevista a Angélica Elfic, Criadora Steampunk


Os amantes da estética steampunk em Portugal que desejem adquirir peças de inspiração steam ou vitoriana deparam-se eventualmente com um problema: é muito raro encontrar criadores no nosso país, e mandar vir do estrangeiro fica caro. Por isso, aqui na Clockwork Portugal ficámos entusiasmados quando descobrimos a loja Elfic Wear, na cidade do Porto. Angélica Elfic é o cérebro por detrás de criações únicas com inspirações tão diversas como o fantástico, civilizações antigas, jogos de computador, anime, e claro, steampunk.

É com orgulho que anunciamos a presença da Elfic Wear na EuroSteamCon, na cidade do Porto, em Setembro, como loja oficial do evento!

Entrevistámos a Angélica para perceber um pouco melhor as suas criações e inspirações. Esperamos que gostem!


Clockwork Portugal: Fala-nos um pouco sobre ti.

Angélica Elfic: Chamo-me Angélica Pinho, mais conhecida por Angélica Elfic, e sou uma sonhadora.

CwPt: Tiveste um percurso profissional pouco comum. Como chegaste à tua posição actual de criadora?

AE: Desde pequena que os mundos relacionados com o fantástico me atraem, tanto pelas suas imagens espectaculares, como pela música ou pelas personagens que neles habitam. Bastante cedo comecei a criar vestuário e acessórios para mim, pois no mercado não conseguia encontrar o que pretendia. A ciência e o desconhecido sempre me cativaram, e isso conduziu-me a estudar civilizações antigas e as suas evoluções tecnológicas. Para aprofundar este conhecimento, estudei Arqueologia na faculdade e tirei um curso de Artes Decorativas. Mas a minha paixão por mundos diferentes foi-se tornando maior, e a minha necessidade de conseguir criar o que sentia, tornar real e dar corpo às imagens que deambulavam no meu ser, foi aumentado cada vez mais. E daqui surge, em 2009, a Elfic Wear, uma loja de vestuário e acessórios alternativos, em que cada peça é única, criada e elaborada artesanalmente por mim.


CwPt: Fala-nos acerca das personagens que crias para o teu trabalho. Têm uma história e personalidade por detrás dos nomes e visuais?

AE: Pelo meio das colecções Elfic que lanço, crio simultaneamente personagens com roupas mais elaboradas. Costumo dizer que estas personagens é que se manifestam, e que eu apenas as confecciono para elas possuírem corpo e serem reais. Todas têm características diversas e personalidades fortes. Não possuo qualquer tipo de vínculo com algum género ou estilo de roupa, mas um dos que mais me fascina é o relacionado com Steampunk pois, por a meu ver, serem as mais elaboradas, são as que mais pormenores apresentam. Os nomes de cada personagem vão-me surgindo naturalmente quando as estou a construir, é como se elas mesmas me sussurrassem ao ouvido como pretendem ser conhecidas.

CwPt: Quais as tuas principais fontes de inspiração?

AE: Tudo o que faço é baseado em coisas que gosto, e isso pode ir desde o Senhor dos Anéis, ao Tim Burton, Hans Zimmer, Final Fantasy, Júlio Verne... Ou simplesmente em algo que observei na Natureza.


CwPt: Que tipo de materiais e técnicas utilizas?

AE: Para a confecção das peças uso materiais diversos, que vão desde o couro, tecidos variados, peças de carpintaria e de mecânica, tendo sempre em conta o seu impacto ambiental, pois procuro utilizar apenas materiais que não causem danos na Natureza e que a respeitem.
Como não tenho curso algum de estilismo ou moda, as técnicas que uso são basicamente as derivadas da tentativa e erro. Vou aprendendo com o trabalho que faço e evoluindo naturalmente peça após peça.

CwPt: Qual o último livro que leste?

AE: Infelizmente não sou uma pessoa de grandes leituras, o tempo escasseia-me, e praticamente todos os segundos que tenho são utilizados para elaborar personagens, ou estar com a família, animais e amigos. Mas sempre que posso pesquiso assuntos e temas relacionados com personalidades que admiro, como por exemplo Einstein e Shakespeare.

CwPt: Se pudesses viver em qualquer época, qual escolherias?

AE: Variadas vezes sou questionada por pessoas, se não viverei na época errada? De facto é isso que sinto, mas o meu mundo sou eu que o crio, e os meus limites são os que são impostos por mim, logo a minha liberdade é infinita. O sonho comanda a vida!


Página Oficial da Elfic Wear: Link 
Fotografia: Lip Photography Link

Domingo, 24 de Junho de 2012

Call to Arms: Almanaque Steampunk!

Por ocasião da participação portuguesa na Euro Steam Con, a equipa do Clockwork Portugal decidiu produzir um Almanaque Steampunk, com inspiração nos antigos almanaques tão em voga nos séculos XIX e XX (em Portugal, temos o Almanaque Bertrand e o Almanaque Lello). O conteúdo destas publicações era bastante abrangente, portanto podem participar com contos, notícias, narrações de viagens e acontecimentos insólitos, artigos científicos e sobre eventos sociais, e claro, anúncios a todo o tipo de objectos e serviços.





Este almanaque será lançado durante a EuroSteamCon, em Setembro, para complementar as nossas celebrações steampunk.

Para isso abrimos a presente campanha de submissões, sujeita ao regulamento a que podem aceder aqui:

Regulamento para download (pdf)

Podem enviar as vossas participações até dia 15 de Agosto de 2012 (inclusivé).

Adenda: Por lapso, na versão do Regulamento divulgado inicialmente, referíamos que o limite máximo das submissões era 500 palavras. Quando na realidade, o limite máximo de palavras para as submissões ao Almanaque Steampunk é 3000.

Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Giveaway Stephen Hunt

Para celebrar o lançamento de mais um episódio dos Diários Steampunk, e em parceria com a editora Saída de Emergência, temos para oferecer dois livros de Stephen Hunt:


Os vencedores deste passatempo poderão escolher receber "A Corte do Ar" ou "O Reino Mais Além das Ondas", ou seja, o primeiro ou o segundo livro da Saga Jackelian.

Sinopse d'A Corte do Ar

Quando a orfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado.
Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a sua vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida.
É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga.


Passatempo

Para se habilitarem a ganhar um dos exemplares, basta que preencham o seguinte formulário com nome (não precisa de ser completo), email e as vossas respostas. Os vencedores serão escolhidos através do site random.org e contactados por email. Como sempre, muita atenção ao preencher o campo do email no formulário, pois é a única forma de contacto que teremos convosco!

Este passatempo encontra-se fechado, obrigada a todos os que participaram!

Podem participar no passatempo até 27 de Junho (inclusivé). O vencedor será notificado por email e posteriormente anunciado aqui no Clockwork Portugal.

Aviso à navegação:
Passatempo válido apenas para participantes residentes em Portugal, uma vez que o envio dos exemplares é da responsabilidade das editoras parceiras da Clockwork Portugal.

Boa sorte!

Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

Diários Steampunk, Episódio 3 - Tecnologia a Vapor



Estamos de volta com mais um episódio dos Diários Steampunk! Desta vez, o tema é algo essencial ao steampunk: a tecnologia a vapor ("Can't have steampunk without the steam!"). Para além de uma breve introdução ao tema, falamos também um pouco acerca das tecnologias muitas vezes adaptadas em obras de steampunk.

Este episódio contou com a participação especial do nosso recém colaborador, André Nóbrega, que é neste momento responsável pelo Tumblr do Clockwork Portugal. Neste episódio, experimentámos um formato um pouco diferente, com ilustrações e fotografias. Gostaríamos de ouvir as vossas opiniões: se gostam mais das conversas, de um formato mais informal, etc.

Quem nos segue desde o início terá provavelmente reparado que estamos a organizar os episódios segundo temas e obras específicos, alternando entre um episódio temático e uma discussão dedicada a um livro. Assim, o próximo episódio será uma conversa acerca do livro "The Difference Engine", de William Gibson e Bruce Sterling.

Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Fullmetal Alchemist Brotherhood


 (IMDB) (Anime DB)

Ano de Estreia: 2009
País de Origem: Japão
Estúdio:Square Enix
Director: Irie Yasuhiro
Nº Episódios: 64 + 4 OVA + 1 Filme

Sinopse:
Dois irmãos vêem-se sozinhos, após a morte da mãe devido a uma doença incurável. Com o poder da alquimia, os dois quebram todos os tabús e usando conhecimentos proibidos tentam ressuscitá-la... apesar de toda a preparação tudo correu mal, e como pagamento por terem ousado fazer uma transmutação humana, o irmão mais velho, Edward Elric perde a perna esquerda e o irmão mais novo Alphonse Elric fica sem corpo. Numa tentativa desesperada para salvar o irmão, Edward sacrifica o braço direito para ancorar a alma do irmão numa armadura.

Com a ajuda de uma amiga de família, Edward recebe próteses para substituir os membros que perdeu. Com isso, Edward jura procurar a Pedra Filosofal para tanto ele como o irmão regressarem ao seus corpos, mesmo que isso signifique tornar-se num State Alchemist... um cão de colo dos militares.

Comentário:

Ora bem, por onde começar?!

Disclaimer:
Na minha sincera opinião, o Fullmetal Alchemist não é realmente steampunk, e muito me debati com o colocar aqui a minha opinião. Mas tendo em conta que tem alguns elementos essenciais para o steampunk e como aparece em muitas listagens de trabalhos considerados steampunk, optei por o incluir aqui.

Em 2003 foi feita primeira adaptação do manga Fullmetal Alchemist ao pequeno ecrã, mas devido às sucessivas alterações e aos desvios excessivos e despropositados da história original, juntando o crescente coro de protestos dos fãs do manga, tudo somado deu origem a um reboot... levou a Fullmetal Alchemist Brotherhood.


Devo dizer que este reboot foi das coisas mais inesperadas de sempre, poucas vezes isto aconteceu e raramente foi feito reboot a uma série inteira.

A história por detrás deste anime é sem sombra de dúvidas uma das mais marcantes dos últimos anos em animação, com personagens complexos e que ficam com o espectador muito tempo após o último episódio, o que poderá explicar a margem de manobra que deram a esta história para se refazer todo um anime, desta feita com o cuidado quase religioso de não alterar a história original do manga.

Tudo começa com uma transmutação humana falhada e com a promessa dos irmãos Elric de recuperarem os seus corpos originais.

Ao longo das suas viagens pelo vasto país Amestris, vão conhecendo alquimistas que tal como eles têm os seus próprios planos para o futuro deste país em constante sobressalto, com guerras, rebeliões e ataques terroristas.

Um desses alquimistas é Roy Mustang, um militar marcado pelo genocídio dos habitantes da cidade oriental de Ishval e que apesar de todas as contrariedades, perdas e "cicatrizes" não desiste do seu plano de um dia ser o Governante de Amestris e trazer paz para o país e mini-saias obrigatórias para o Exército.

 

Apesar de ser um personagem secundário, e que por vezes até pensamos ser um dos típicos  personagens de comic-relief, cedo nos apercebemos que tudo é fachada e que por detrás do comportamento relaxado e de galã há muito mais do que a vista consegue alcançar.

Apesar do meu fascínio quase a roçar obsessão com o mundo de Fullmetal Alchemist (o manga, os filmes, etc) sou capaz de ver uma ou outra fragilidade na forma de contar a história de Amestris e dos irmãos Elric. 

O mundo criado por Hiromu Arakawa está muito bem construído, tem uma base histórica para alguns dos conflitos militares a que assistimos (indo muitas vezes buscar inspiração à história que tão bem conhecemos como genocídios por motivos religiosos, experimentações secretas, etc), e personagens tridimensionais com os quais é fácil nós nos identificarmos e criar uma ligação forte, deixando-nos sempre a desejar por mais um pouco de informação ou por mais cenas em que eles apareçam (isto acontece mesmo com alguns personagens secundários que por mérito próprio conquistam um cantinho na nossa imaginação).

No entanto, no fim do anime, muito fica por explicar ou resolver e não me importava nada de ver a manga-ka Arakawa criar um ciclo sobre Xerxes e a vida dos seus habitantes (por sinal, eu e mais uns quantos fãs éramos capazes de ter um enfarte de tão felizes que ficávamos com tal acontecimento).


Fullmetal Alchemist tem a dosagem perfeita de momentos sérios, em que assistimos ao crescimento humano e emocional dos personagens à medida que os valores que defendem e pelos quais lutam com tanto sacrifício, entram em conflito com o objectivo que definiram para as suas vidas. E claramente cómicos com a exagerada reacção de Edward à mera referência do seu tamanho ou a constante necessidade do irmão mais novo resgatar gatinhos vadios que aloja em segredo no interior da armadura à qual está ancorado.

 
É interessante ver a forma como estas duas crianças crescem e os seus pontos de vista quanto à condição humana se desenvolvem e evoluem com eles e com as suas experiências...


O trabalho conceptual do anime é quase flawless (tirando o filme que foi criado para este reboot do manga, pois não foi desenhado pela equipa do anime), o pormenor dos auto-mail, as formas diferentes que arranjaram para passar o conceito estático do manga para animação. Claro que muita da criatividade e concepção de tudo vem do manga de 2003, que irei abordar num post futuro.


Resumindo e concluindo, Fullmetal Alchemist Brotherhood é uma boa aposta para os amantes de anime, mesmo para quem não leu o manga original. Pega em elementos cliché, e com alquimia consegue fazer algo interessante e original (algo muito difícil num universo como o anime, em que todos os anos somos inundados de coisas novas)... e como tinha referido logo no início deste texto que já vai longo (e mesmo assim muito fica por dizer), os personagens e o mundo dos irmãos Elric ficam connosco muito tempo após o último episódio.

Classificação:
Steampunkness:

Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

The League of S.T.E.A.M.


Lembram-se do Ghostbusters de 1984? Agora juntem-lhe todo o steampunk que conseguirem, e têm os The League of STEAM.
 
Sendo um dos grupos steampunk mais emblemáticos da actualidade, o conceito inicial nasceu do desejo de arranjar uma máscara de fantasma que brilhasse, para Robin Blackburn usar no Baile de Máscaras de Hollywood de 2008. O marido dela, Nicholas Baumann (um criativo de adereços para cinema, TV e teatro, com especialização em trabalhos de espuma e cabedal) estava mais interessado em steampunk do que fazer propriamente a vontade à mulher, aí ocorreu-lhe a ideia de construir um fato de "caça fantasmas steampunk" para acompanhar Robin ao evento. O sucesso dos fatos fez com que a ideia da League se desenvolvesse...


A partir desse momento, um turbilhão de actividade gerou-se em torno do conceito original de Robin e Nicholas: novos acessórios, cenários e equipamento foram criados de propósito para a League e um número crescente de personagens foram-se juntando ao casal.

Em Novembro de 2009, a League começou uma série de episódios que foram publicados no Youtube. "The Adventures of the League of STEAM", relata as crónicas das várias aventuras dos elementos da League, na procura, captura e destruição de muitas ameaças sobrenaturais (vampiros, zombies, lobisomens, gnomos, etc).


A série vai agora na segunda temporada (o último episódio foi divulgado na semana passada) e, devido à crescente fama da League of STEAM, teve a presença de convidados VIP como Grant Imahara dos Mythbusters e Doug Jones (participou no Labirinto do Fauno e no Hellboy).


Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

Steampunk: Manimatron, de Joe Kelly



Título: Steampunk - Manimatron
Autores: Joe Kelly (texto), Chris Bachalo, Richard Friend (ilustradores)
Editora: Wildstorm
Data de Publicação: Março de 2001

A história de Steampunk: Manimatron é passada numa Inglaterra alternativa do séc. XIX, na qual um déspota com tendências melodramáticas usurpou o trono e lançou o pais numa época forçada de industrialismo frenético. O smog cobre o céu sobre Londres, e os habitantes parecem-se pouco com os humanos que costumavam ser, uma vez que toda a gente tem algum tipo de modificação corporal – asas, braços e pernas mecânicos, corpos de aranha - a imaginação (e o acesso a matérias primas) é o limite. Lord Absinthe, o usurpador, é o típico soberano sedento de poder, com um caso sério de complexo de Deus. Os aristocratas deixam-se levar pelos privilégios da nova sociedade, enquanto que as classes mais baixas, horrivelmente desfiguradas e exploradas, ocupam o seu tempo a tentar sobreviver e a sonhar com uma revolução.

Chris Bachalo tem vindo a habituar os fãs a uma arte visionária, detalhada e energética. Nisso, o livro não falha. Todavia, é triste quando as boas ideias são traídas por uma execução pouco brilhante. No caso específico de Manimatron, temos a construção de um mundo original, visualmente interessante e com potencial, que é minado por personagens cliché, uma história relativamente banal, diálogos densos e sem sentido, design de páginas confuso e lettering quase indecifrável.

As personagens apresentam um design visual excelente, perfeitamente integrado no mundo em que se inserem. Os trajes e modificações miscelâneas reflectem o lado mais prático, tecnológico e cru da sociedade, embora a tecnologia avançada de vapor em si seja considerado um luxo apenas acessível aos membros da alta sociedade. No entanto, todas as personagens são típicas: o vilão típico que só quer ter poder e dominar o mundo, o herói masculino, forte e silencioso, a bela e gentil rapariga que é alvo das afeições do herói, a personagem feminina badass moralmente ambígua (completa com o já esperado impressionante par de atributos femininos), e as personagens secundárias de comic relief.

O design do mundo é igualmente detalhado e planeado até ao pormenor, e teria funcionado melhor se os painéis não estivessem tão completamente preenchidos por informação. Assim, tornam-se difíceis de decifrar, dificultando a imersão na história. Certamente, esta dificuldade é tão óbvia que só pode ter sido deliberada, talvez para tornar a banda desenhada mais complexa e intricada; no entanto, depois de decifrada, a história é demasiado simples para suportar tudo o resto. Muito estilo e pouca substância, poderia dizer-se.

Este é um livro que divide opiniões: de um lado, os fãs, que acusam os restantes leitores de serem preguiçosos e de criticarem tudo aquilo que não seja simples de apreender; do outro, aqueles que acham que a densidade e complexidade são utilizados para “mascarar” uma história banal e cliché. Pessoalmente, acredito que a marca de um bom storyteller em banda desenhada não é a dificuldade de leitura, mas sim a dança delicada entre a parte visual e a parte escrita, o equilíbrio entre a complexidade e subtileza. Apesar de tudo, o mundo é suficientemente bom para manter o interesse, e a história poderá surpreender no segundo volume. 


Classificação:

Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

Giveaway A Verdadeira Invasão dos Marcianos - Resultados

 
 
Se o anterior Giveaway foi um sucesso, este ultrapassou as nossas expectativas! 
 
Quase 40 participações válidas, neste passatempo que em parceria com a Presença tínhamos 2 exemplares do livro de João Barreiros, A Verdadeira Invasão dos Marcianos para sortear.
 

Esta semana foi o dia de sorteio e os felizes contemplados foram a Alexandra e a Cristiana, que entretanto já foram contactadas por email e estão ansiosamente à espera do livro.
Fiquem atentos que não tarda nada teremos mais surpresas!
 

Segunda-feira, 4 de Junho de 2012

Diários Steampunk, Episódio 2 - The Iron Duke



Conforme havíamos anunciado, este segundo episódio dos Diários Steampunk é dedicado ao livro “The Iron Duke", de Meljean Brook, o primeiro livro da série “The Iron Seas”.

"The Iron Duke" é um livro de romance steampunk (por vezes descrito como steamypunk), cuja história se passa num universo alternativo no qual o Império Mongol, após desenvolver tecnologia extremamente avançada, invade e conquista a Europa. Podem ler o comentário que fizemos ao livro aqui.

Desafiámos a Telma do blog Ler e Reflectir e a Carla do blog Este Meu Cantinho a participarem numa conversa sobre este livro, dado terem-no incluído numa leitura temática que resultou na rubrica Só Ler não Basta". Aproveitámos uma viagem a Lisboa para nos encontrarmos com elas e filmar este episódio dos Diários. A conversa durou mais de quarenta minutos, pelo que decidimos seleccionar apenas as melhores partes para o episódio. 


Esperamos que gostem deste episódio e uma vez mais lembramos que todas as críticas construtivas são bem-vindas. O próximo episódio será dedicado à tecnologia steam... Não percam!

Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Projectos Steampunk em Crowdfunding - Parte III

Aqui estão mais alguns projectos steampunk que podem acompanhar e apoiar nas plataformas de crowdfunding, Se quiserem relembrar os projectos que partilhámos até agora, vejam a Parte I e Parte II.


Skyship Chronicles - A Steampunk Adventure



Com uma história inspirada no Feiticeiro de Oz, o Skyship Chronicles é uma curta-metragem que servirá de prequela a uma longa-metragem em 2013. A história, que começa em 1880, segue Gustav, um cientista com sede de poder que se apodera das invenções de um cientista rival, apenas para se aperceber de que estas são inúteis sem a fonte de energia, escondida pelo inventor antes da sua derrota. Trinta anos depois, Adam, um jovem do Kansas rural, descobre acidentalmente a fonte de energia, e é lançado para a aventura...

Em vez da usual imagem, partilhamos o vídeo de apresentação do projecto, cuja visualização vale mesmo a pena. No que toca a recompensas, a equipa oferece sneak previews, dvd's, posters, e a possibilidade de aparecer no filme. Para seguir aqui.


Shadowbinders: The Rulebreaking Gamified Steampunk Comic App


Shadowbinders é uma banda desenhada que mistura elementos de steampunk, fantasia e romance. Começou por ser publicada na internet, tomou a forma de livro, e agora será adaptada para o formato de aplicação móvel. Para além da banda desenhada interactiva propriamente dita, a app terá jogos, achievements e trivia. 

As recompensas incluem uma cópia da app, exemplares do livro, pins, marcadores de livros, um livro-guia para a banda desenhada, t-shirts e até peluches das personagens. Para ver aqui




Terah é um mundo e campanha que mistura magia e indústria. É destinado ao Pathfinder RPG e será lançado em Julho na PaizoCon 2012. Pretende, através do crowdfunding, financiar um world guide mais completo e detalhado, bem como permitir o lançamento de suplementos, mapas e novos guias. Para já, podem encontrar informações sobre a tecnologia, a história e as personagens no blog do projecto.

As recompensas incluem cópias dos guias, posters, e a possibilidade de serem uma personagem importante no mundo do jogo. Para ver aqui.